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Colocando o absurdo de encarcerar pássaros à parte, dessa experiência encontrei o método para estudar violão. No escuro do quarto, a música é executada sem a dependência da partitura. Sem acompanhar o balé dos dedos sobre as cordas. Exige maior concentração. O violão, cintura de pilão, é a única voz audível no centro da atenção. Vira extensão das mãos.
O cérebro executa e grava com maior facilidade cada acorde.
Automatiza com precisão.
Sem gastar a mesma quantidade de energia de quando se estuda música no claro.
A ponta dos dedos ganha sensibilidade: detecta o mínimo deslize. Um dos quatro dedos fora da corda certa, por exemplo. Momentaneamente cego, mas vendo. Apreendendo, em parte, o processo de percepção de quem usa os outros sentidos 24h. Dá para entender o que um cego quis dizer, ao referir-se à cor vermelha que não via, declarndo imaginá-la como um toque de clarim.
Sem luz e poder apelar à partitura, embore ela seja consultada antes de mergulhar nas trevas, acaba a dependência. Os sentidos são ativados. De volta ao claro, o olhar não precisa mais ficar focado na mão que troca de notas. A música desenvolve a sensibilidade no sentido objetivo e subjetivo.
hum, hum
Certas lições podemos aprender, com criaturinhas pequeninas pode crer
Deus assim os fez pra que eu possa entender
Que a natureza me ensina a viver
Uma abelhinha me mostrou o seu valor
tão organizada, sua colmeia que amor
tudo tão limpinho, cada coisa no lugar
Com o joão de barro aprendi uma lição
construir é muito mais que determinação
Ter objetivo e sem medo acreditar
que o sonho pode se realizar
dar cada dia, um passo cada vez
ter fé no futuro. Sempre avante um, dois, três
Não desanimar, se algo então falhar
com a formiguinha aprendi a trabalhar ser disciplinada e a todos respeitar
mesmo que a folhinha tão pesada vai estar
depois de carregá-a sem parar
ver no presente a chance de lutar
por algo melhor e no futuro desfrutar
deixar de resmungo, o trabalho encarar
ser util na vida ter razões para sonhar


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