quarta-feira, 9 de abril de 2008

(2007) Quem tem ouvidos ouça...


Saber ouvir é muito mais que uma questão de prestar atenção, se o coração for sensível à voz de Deus

Estava de saída, quando fui convencido pela idéia luminosa de testar caixas para com elas acessar uma caixinha muito mais formidável. O argumento de os ‘fins justificam os meios’ acelerava as batidas de um coração, ‘comunista’ por conveniência, incentivando ir em frente. Nesse instante, uma voz sussurrou em meus pensamentos: "E depois?" Esta frase me pareceu familiar. Embora curta, transmitia particular significado. "Ah, não! Estou pensando no agora. O depois fica para depois", retruquei, aproveitando o jogo de palavras casual, tentando imprimir uma lógica natural à resposta, a fim de me livrar da voz. Enquanto isso, seguia em direção ao alvo para encurtar o tempo de reação da voz. "E depois, nos dias seguintes, quando a credibilidade construída há tanto tempo se perder? Tem idéia de como recuperá-la? E certeza de que não irá falhar?, insistiu a voz suave, em nova tentativa de me fazer refletir sobre o que estava pensando, ao mesmo tempo em que tentava me convencer a recuar. "Talvez consiga contornar, mas não vou perder essa oportunidade. Não posso! Entende?", pedi, desejoso de obter aprovação.

"Acha que vale a pena violar conceitos, trair a consciência, pôr em risco valores e a integridade diligentemente formada, em troca de um momento fugaz. Nem mesmo você pode precisar se será bem sucedido ou se isso o fará bem?", reagiu a voz. Interessante não ter ouvido até ali qualquer frase começada ou encerrada com um “não”. Isto me a motivou a prosseguir, ignorando a intervenção. "Consciência? Eu estou muito consciente do que faço agora. Do quanto desejo isso", voltei a responder, imaginando ter quebrado o argumento anterior e finalmente me livrado da voz.

Agora estava na linha de ação e em instantes estaria feito. Literalmente, "estou feito", pensei. A voz, como num último apelo, pareceu se materializar e tocar meu ombro, enquanto dizia com extrema elegância e gentileza: "Ainda dá tempo de voltar atrás”. Silêncio.

“Claro que você pode escolher. É livre para isso. Só você tem esse poder de decisão. Eu não posso impedi-lo, por respeitar seu livre arbítrio. Não é da minha natureza passar por cima da vontade de ninguém. Mas se você atender a minha voz posso tirá-lo daqui a tempo. Agora mesmo", apelou a voz, parecendo cada vez mais distante.
Curiosamente, não era uma ordem. Nem mesmo uma advertência. Tive a impressão de um apelo. Direto ao coração, que de repente ficou triste.

Percebi, então, estar arriscando muito alto. Em troca de um momento, como disse antes, fugaz. Por algo que eu poderia me arrepender por longo tempo. "Eu quero", respondi, finalmente. "Na verdade, é muito difícil para mim tomar outra decisão que não a de seguir em frente, agora, depois de estar magnetizado. Mas eu escolho recuar", respondi, com esforço. Senti como se uma mão me erguesse e conduzisse de volta. No caminho, a voz aconselhou: "não tente falar nada agora, vai ser pior..."

Eu não aceitei o conselho. Tentei falar mesmo assim, explicar, mas de fato teria sido melhor o silêncio. Lembrar tal experiência e de que fui capaz de conceber a idéia não fere mais sentimentos como antes. Ao mesmo tempo, me traz enorme bem à consciência saber que não consumei tal plano. Me agrada saber que travei uma luta interior. Como um soldado, sai ferido, é verdade. Mas imagino que não vencido. Retornei sem desapontar a Deus. E a quem julguei especial para merecer tal sacrifício. O fiz em nome de tudo que há de relevante na vida. Como resultado, meu sono, que durante o tempo em que fiquei sem explicar demorava a vir, voltou a ser natural.

É verdade que no mesmo dia bateu um arrependimento danado. Algo me dizia em tom de reprovação: “Você perdeu uma chance que nunca mais terá! Jamais voltará outra oportunidade de ser feliz, ainda que momentaneamente, como a que acabou de perder! É um tolo!”

Talvez. Mas considerando que para chegar a algo tão lindo, provavelmente uma das coisas mais lindas que poderia conhecer, precisaria trapacear, fico com a decisão anterior. Chegar àquele prêmio, só livremente. Por consentimento mútuo. Senão, só traria conseqüências e desconfiança. Concluo que a última voz, que me chama de tolo por não ter seguido em frente, certamente, não é a de Deus.

É pena que apesar de abrir o coração, com sinceridade, e contar não ter ido em frente a reação foi como se tivesse cometido o erro. Aquela de matar formiga com tiro de canhão ainda me deixa confuso. O importante é que fui leal a my bee. Talvez quando chegar os 10x7, finalmente estejamos rindo disso tudo... Até lá eu ainda sentirei o mesmo carinho inocente de agora.

Na verdade, agora estou tentando ser feliz por um dia. Pois feliz o homem que, por um dia, soube entender a alma de uma mulher! Um dia nos dá asas, ensina a voar, e depois as toma de volta sem qualquer explicação. No dia seguinte, quando decidimos partir, ela impede o nosso vôo. Mesmo sabendo que tais asas não mais lhe pertencem.

Daria a vida para contribuir pela felicidade de litle bee. E dar a vida é antes de tudo esforçar-se pela realização dos projetos dela. É gastar-se. Enfim, esgotar todos os recursos. Aí, quando nada mais houver a ser feito, morrer por ela. Claro, apenas uma metáfora. Mas o quanto sentimento há nesses pensamentos, só Deus para avaliar. Gosto de felicidade, alto astral. Dai porque não querer perder contatos com quem tem essas características. E para que esse astral permaneça, tenho incursionado em outras direções. É mais uma tentativa de protegê-la de mim mesmo.

Bem, há algumas maneiras de se despedir. Dando adeus para sempre é um jeito. Saindo sem dar uma palavra, sutilmente, sem qualquer sinal, é outro. Se por acaso for percebido, passar a impressão de que ainda está ali. Mais presente do que outrora. Outra maneira mais sutil é sair sem ir embora. Distanciar-se apenas, tomando todas as precauções para jamais dar essa impressão. Porém, tendo o cuidado de aproveitar qualquer oportunidade que surgir para prometer sentimento até 10x7.

Quem ama não fica só na torcida. Participa da felicidade. Colabora. E vibra de felicidade, mesmo sem estar incluído nela... Que importa tudo isso, se my bee estiver feliz? Ah! Felicidade! Passamos a vida inteira a sua busca. Quantas loucuras somos capazes por ela. Finalmente a descobri. Do meu jeito, porque se tem algo subjetivo tanto quanto a mulher, esta se chama felicidade. O ser humano quer ser feliz econômica, profissional, social, afetiva e espiritualmente. Simplesmente porque a vida não tem sentido se ela não nos proporciona felicidade.

Posso vislumbrar o efeito dessa experiência, sem ter chegado lá. Basta sair da narrativa alegórica do início, embora seus elementos, por comparação, evoquem uma realidade superior. Mudando desta para a experiência de um surfista que não resistiu às ondas de uma bela praia. Apesar de se deparar com a série de placas avisando sobre a presença de tubarões. "Perigo, praia infestada de tubarões!", alertava o letreiro de uma delas.

O rapaz não fez caso do aviso. Mergulhou de cabeça na água. Algumas braçadas vigorosas e em instantes surfava com o corpo uma grande onda. Pouco depois pareceu cair em si, começando a nadar vigorosamente de volta. Era tarde demais. No meio do caminho acabou tragado violentamente para o fundo.

A família do rapaz processou o Estado.

No dia do julgamento, o advogado de acusação chamou o guarda que estivera no local e fez as seguintes perguntas:- O senhor pode assegurar que aquele rapaz leu as placas?, indagou o advogado.

- Sim. Tenho absoluta certeza, respondeu o guarda.

- Mesmo assim ele foi em frente?, quis saber o advogado

- Sim. Foi a resposta convicta do guarda.

- Quando o senhor o viu entrar na água usou algum mecanismo para convencê-lo a voltar atrás?, perguntou novamente o advogado.

- Eu corri à praia e apitei várias vezes para o advertir, respondeu o guarda.

- O senhor pode assegurar que o rapaz o ouviu e entendeu que era a ele que estava sendo dirigida a advertência?, voltou à carga o advogado.

- Sim. Tenho total certeza, confirmou o guarda.

- E, mesmo assim, ele o ignorou e entrou na água?, indagou o advogado, fazendo caras e bocas e ar de espanto para os jurados, juiz, testemunha e os parentes do rapaz.

- Esta foi a conclusão a que cheguei, senhor, lamentou o guarda.

- Excelência, o réu é culpado. Morreu consciente de que estava invadindo uma área de risco, apesar de alertado de todas as formas, concluiu o advogado de acusação, encerrando o assunto com ar de triunfo.

Ao chegar a vez do advogado de defesa, este, recorrendo novamente ao guarda, fez duas perguntas apenas:

- Quando o surfista foi atacado pelos tubarões, ele estava nadando para pegar mais uma onda ou tentava retornar à praia?, indagou o advogado de defesa.

- Ele olhou para mim e passou a nadar em minha direção, mas foi atacado pelos tubarões, lamentou novamente o guarda.

- Excelência, o réu é inocente. Ele morreu obedecendo, concluiu o advogado de defesa.

A Justiça norte-americana deu ganho de causa à família do surfista.

Lançar-se ao mar de prazeres não é ruim. Dificilmente somos atraídos por algo que não desejamos e se mostra ruim aos nossos olhos. Se assim fosse, não haveria significado plausível para definir tentação. E ninguém precisaria se preocupar com detalhes como, por exemplo, cuidar da própria moral. Poderia pôr em risco a própria integridade sem precisar estar preparado para o depois. Deus, no entanto, sempre está a postos para mudar nossa trajetória.

Chega a projetar um provável desfecho caso ignoremos Sua voz. Se necessário for, usará o apito do guarda para nos acordar. Falará ao coração se perceber que O deixamos para depois.

Se tomarmos o letreiro nas placas como metáfora, eles seriam os conselhos da Bíblia. O apito, a própria voz da consciência. Parece pouco diante do mar, representação da infinidade de prazeres que nos desviam do alvo, do Caminho. Às vezes reflito com os meus botões: como resistir, se todos nós nascemos surfistas? Nascemos com uma natureza amante do prazer. Com tendência para gostar daquilo que nos afasta de Deus. Somos, por natureza, resistentes a Deus. Com tendência natural para gostar do que Ele não aprova.

O Mar é, no entanto, o maior de todos os desafios. Simboliza o nosso indomável EU. Capaz de nos submergir e levar junto quem amamos. Nele habita o tubarão voraz, que de tanto ser alimentado acabará por nos devorar. Tubarão mais forte do que qualquer de nós, porém, não irresistível.

O segredo para vencê-lo é o mesmo usado contra vis tentações. Seguindo o exemplo do sexo. O sexo é o único animal que quanto mais você alimenta mais o torna fraco e faminto. Entretanto, quanto mais o deixa com fome, mas o alimenta e o deixa saciado.

Nas experiências de abertura é identificada uma conexão real entre Deus e o homem. Deus é capaz de usar meios, inclusive a comunicação pessoal, para falar com o homem. Se formos sensíveis e obedecermos, Sua voz continuará falando. Ou melhor, ela continuará audível. Caso contrário, irá aos poucos diminuindo o volume, até não mais a percebermos. Vai parecer que Deus parou de falar, mas nós é que paramos de ouvir.

Parece incrível para as pessoas aceitar a idéia de Deus falar aos seres humanos. Como assim, Deus falando com você?, questionam alguns. Ele fala sim, sempre falou, mesmo para aqueles que não o amam e recusam ser seus amigos. Quanto mais exercitamos a comunicação com Ele, mais clara será sua voz à nossa mente.

A questão é que, ouvir a Deus e decidir obedecê-lo, envolve decisões contrárias à nossa própria vontade. E nem todo mundo está disposto a dizer "NÃO" a si mesmo. Muitas vezes, leva-nos a situações que vão de encontro ao nosso estilo de vida. E não queremos adotar outro estilo. Por exemplo, assumir publicamente que acreditamos em Deus e nEle estão nossos princípios.

Não é apenas ter coragem de defendê-lo em secreto, mas publicamente. E muitos têm vergonha de assumir Deus (Romanos 1: 16 e Lucas 9:26). Têm medo de serem ridicularizados pelas pessoas e colegas. Têm vergonha de parecerem diferentes do resto das pessoas.

Pedro, um dos discípulos de Jesus Cristo, experimentou tal crise existencial. Em particular, tinha feito uma confissão sincera a Cristo. “Ainda que todos te neguem, eu não! Mesmo que tenha de dar a vida por isso”. Essas palavras foram ditas momentos após Jesus avisar aos seus discípulos que estava prestes a morrer. E morte de Cruz. Deus, através de Jesus disse mais. Quando Jesus fosse preso, açoitado e morto, todos, inclusive seus amigos mais íntimos, os discípulos amados, se escandalizariam. E, fugindo, o deixariam passar pela provação sozinho.

Conhecedor da natureza humana (Jeremias 17:9). Cristo teve pena de Pedro e o alertou: “Simão Pedro, hoje, antes que o galo cante, três vezes me negarás”. Ao ouvir isso, o apóstolo jurou, garantiu, esperneou, se indignou com a falta de fé de Jesus nele. Prometeu lealdade até a morte. Mas recuou quando viu Jesus manietado e conduzido entre apupos do populacho, em praça pública, ridicularizado pela sociedade. Teve vergonha de ser chamado cristão, de discípulo.

Se fosse um contemporâneo meu, sentiria vergonha de ser chamado de evangélico, nome mais em moda hoje. Embora eu, particularmente, não me identifique com a nomenclatura evangélico. Penso que coloca num grupo só toda sorte de pessoas que professam ser de Deus, mas em sua maioria O não obedece. O nome evangélico soa falso.

Pedro, então, teve uma idéia luminosa para se livrar das pessoas que o identificavam como seguidor de Cristo, em meio à multidão. Começou a falar na gíria. Tentando ser eloqüente, recorreu a uma série consecutiva de palavrões, enquanto negava ser discípulo de Cristo. A pressão da multidão sobre si o fez negar sua fé em Deus.
Essa experiência contradiz a máxima de a voz do povo é a voz de Deus.

A voz do povo é um dos elementos recorrentes no desvio das pessoas. Quantas vezes já ouvi do povo: “que bobagem é essa de querer seguir a Deus? Faça você mesmo sua vida. Essa história de acreditar na Bíblia foi no século 13. Agora estamos na pós-modernidade. Acabou. Se libere. Viva a vida!”

Não é fácil assumir que temos fé em Deus. Defender acreditar termos sido criados por Deus em vez de fazer parte de uma escala evolutiva de seres. Assumir isso, em pleno século 21, constitui uma afronta imperdoável ao conhecimento das mentes intelectualizadas. “Onde já viu”, ouvia Pedro a voz da multidão. Alguém acreditar que um simples carpinteiro é Deus e que tem poder para fazer milagres? Pedro atendeu à argumentação retórica e começou a praguejar, num recurso providencial para as pessoas crerem que ele não tinha fé em Cristo. Nada a ver com Ele. Ou pelo menos acabara de desistir de Deus.

O danado é que quando estava disparando uma saraivada de palavrões e praguejando em série, seus olhos cruzaram com os de Jesus. Esperou um olhar repreensivo, uma severa advertência e promessa de acerto de contas no juízo vindouro, o qual sabia Pedro ser merecedor. Estava sendo tão traidor quanto Judas. Mas o que Pedro não contava era com o olhar compassivo de Jesus.

Ali estava Deus negando-se a condenar um homem culpado. Mesmo apanhado em flagrante. “Pedro, meu amigo, eu te avisei que tomasse cuidado”, refletia Pedro, como se ouvisse a VOZ de Deus. Mas não precisa seguir o mesmo caminho de Judas, que recusou o perdão. Aceite, eu perdôo você”.

Foi demais para o coração do orgulhoso discípulo. Como alguém ainda podia perdoar a quem tinha ido tão longe? E saindo dali, Pedro chorou amargamente. Tinha vergonha novamente, mas agora de si mesmo. Como teve a coragem de negar ser amigo do seu melhor amigo?

Daquele dia em diante, porém, experimentou uma nova vida. Pediu perdão a Deus e se tornou um dos mais fiéis seguidores de Deus. Em sua morte, também de cruz como Seu mestre, recusou-se a morrer como Jesus. Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo.

Lembro-me do dia em que estava num solitário ponto de ônibus, por volta das 22h30, quando ouvi uma voz mandando eu sair dali naquele mesmo instante e depressa. Não digo que ouvi uma voz audível. Não porque tema passar a impressão de estar sendo falso ou presunçoso. Mas porque, na verdade, o que tive mesmo foi uma forte sensação. Através do pensamento veio a impressão de que deveria sair urgente daquele lugar e subir em direção ao teatro Módulo. Resolvi obedecer.

Quando ia subindo, um homem tentava atravessar a rua em minha direção. Um carro da polícia passou entre nós e o homem, ao reconhecer a marca da PM, repentinamente sentou na calçada e começou a amarrar o tênis. Chamou minha atenção o fato de o tênis não estar desamarrado. Não quis saber o porque. Apenas agradeci a Deus e apressei os passos. Poderia ter sido apenas uma sensação, o tal do sexto sentido. Porém, não consigo achar sentido no fato de o homem ter sentado tão rápido e começar a amarrar um sapato que já estava amarrado... e, logo depois do carro da PM passar sair rápido do local.

Quando vou ao bairro de São Cristovão, visitar um amigo meu, tenho uma clara ilustração do que significa ouvir a voz de Deus. Somos obrigados a interromper o papo repentinamente quando passam as aeronaves. É um barulho ensurdecedor. Mas as pessoas se comunicam normalmente, às vezes com breves pausas. Dormem normalmente. Quando, curioso, pergunto aos amigos como eles conseguem dormir ou conversar com a zoeira, eles simplesmente respondem: "já acostumamos. Nem ouvimos mais".

É exatamente isso que ocorre quando ouvimos a voz de Deus, uma, duas vezes e tantas vezes, mas não damos ouvidos para obedecê-la. Por mais alta que ela fale ao nosso coração, não a ouvimos. Ao nos tornamos insensíveis, essa voz é confundida com os outros ruídos do dia-a-dia. Nossa mente não identifica mais a voz de Deus, enquanto seguimos nossos próprios caminhos. Se dermos atenção à voz de Deus e a ela obedecermos, nosso relacionamento será ascendente com Ele. Cada vez mais seremos sensíveis ao que Deus está nos dizendo.

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