quarta-feira, 9 de abril de 2008

Nossa natureza

“Uma idosa acostumava a meditar às margens de um rio foi surpreendida, certa manhã, ao encerrar sua meditação, pela cena de um escorpião flutuando indefeso na forte correnteza. À medida que foi arrastado para mais perto, prendeu-se nas raízes que se ramificavam para dentro do rio.

O escorpião lutava freneticamente para se libertar, mas cada vez ficava mais emaranhado. Imediatamente a senhora aproximou-se do bicho que se afogava e este, assim que ela o tocou, cravou-lhe seu ferrão. A mulher afastou a mão, mas, após ter recobrado o equilíbrio, tentou de novo salvar a criatura.

Todas as vezes em que ela tentava, porém, o ferrão da cauda do escorpião a atingia com tamanha gravidade que suas mãos sangravam e seu rosto distorcia-se de dor.

Um transeunte, ao perceber a idosa lutando com o escorpião, gritou:

-Qual o seu problema, sua tola? Quer se matar tentando salvar essa coisa feia?

Olhando nos olhos do estranho, ela retrucou:

- Só porque é da natureza do escorpião ferroar, por que eu deveria negar minha natureza de salvá-lo?

Não há muitos de nós que arriscariam a vida para salvar um escorpião. No entanto, a maioria das pessoas, sem dúvida, já experimentou um chamado interno para ajudar um estranho em necessidade. Mesmo sem nenhuma vantagem pessoal.

E, se de fato agiu guiada por esse impulso, teve como conseqüência uma sensação confortável de “ter feito a coisa certa”.

C.S.Lewis, em seu destacado livro Os quatro amores, explora ainda mais a natureza desse amor generoso, que ele chama de “ágape”, palavra derivada do grego.

O autor salienta que essa forma de amor se distingue das outras três (afeto, amizade e amor romântico), podendo ser mais bem compreendida como vantagem recíproca, e que podemos vê-la destacada em outros animais além de nós.”



Turma do Cocoricó

O drama de Júlio, que ama Lola, que ama Alípio, que não sabe amar porque é um cavalo:

Obs: texto embolado. Resultado da mistura de caipirês com surfês e linguagem culta do filho do patraum, estudante de letras em Portugal.

Claquete ação! Gravando!

Viu, neguinho! Perdeu teu lugar no coração de litlle bee. Além de morti matada, também morreste de morti murrida. Passastes do quase pro já. O já, de já fostes. ]
Resumindo: no presente, tanto do indicativo como do futuro, ou do passado, tu és agora pretérito imperfeito.
É isso Jr. Sem chance com bee.
Também pudera, ô mano, você não soube valorizar tudo que veio à tua mão!
Teve o privilégio de conviver ao lado de uma criatura tão doce e não se ligou que se tratava de uma princesa?
Logo tu, que adora se ligar?
Merece mesmo ser deletado do coração da fabricante de mel. Agora, nem adianta ensaiar arrependimento.
Tarde demais, Litlle agora só usa embalagem fashion. De todas as cores e modelos. No estilo,
a vida é bela em preto ou branco e a cores. Uma graça!
Não nega a cara de apaixonada. É só vive, agora, pra nova paixão.
Pelo visto, tá derretida pelo tal do PR, vistes?
O P é depois do J e, como tu, também tem R. Daí a explicação para o novo estilo de se vestir há six months.
Bom que eu pego carona nessa nova fase.
JR e PR, a letrinha R permanece, mas o nível agora é mais alto.Por falar nisso, a esta altura tais vendo que com litlle bee
não adianta mais essa de “se arrependimento matasse...”. Até porque tu já morreu mesmo.
Outras trocentas chances que fossem dadas e tu jogaria pela janela de novo?
Mas num liga não, sua besta (falando com o cavalo).
Se tu soubesses do meu caso, ias chorar. Tu, pelo menos, fizeste parte. Adoçou a vida com mel.
Vai guardar esses momentos a vida inteira e mais seis meses. E olha que era todo dia.
Até nu feriado. Dividistes o tempo, projetos e sonhos de litlle bee.
Foste presenteado com o que há de mais íntimo e especial nela.
E eu, que nunca vou poder morrer como tu. Nem de morti matada nem murrida, porque como isso seria possível
se eu nem existo pra ela. Nunca, nunca, nunca existi? Pense!
Escrevi três vezes nunca, pra ver se errava e escrevia “uma vez”. Nem assim.
Uma vezinha só, que fosse! Mas quem disse? Só saiu nunca. Adianta de nada, sô!
Pra tu teres uma idéia, sou tão imperceptível para litlle bee que ela pensa que eu estou quando não estava.
E ainda diz que é capaz de jurar que eu estava.
Se isto servir de conforto. Tu pretérito imperfeito, eu, num passo mesmo dum sujeito oculto.
Sabe como é? Vou dar um exemplo. Tipo aquele cara estilo crucifixo de tão magro.
Sei... o cabra é tão esquelético, mais tão esquelético, que quando está de frente a gente pensa que tá de lado? Isso.
E quando tá de lado, a gente pensa que já foi embora. É o meu caso. Não no físico, claro.
Ai, ai, aquele bichin nunca me deu as mesmas opções: morrer de morti matada ou de morti murrida.
Ah!, pelo menos ia morrer filiz.
E sabendo que, no final das contas, fui amado.
Então, deixa de choro JR e vai cuidar da vida, moleque!
De qualquer forma, pra mim foi até bom, porque, às vezes fico matutando com os meus botões:
“Já pensou se aquela abelhinha tivesse piscado pra mim?” Ai, ai.
Seria quase impossível resistir.
No mínimo, eu teria transferido meu AP (leia-se: meu querido paiol) pras estrelas.
E as nuvens iam virar meu travesseiro. Saltaria de pára-quedas no Caribe, Frankfurt e Veneza.
Levava ela de gôndola, ouvindo músicas românticas.
Tirava a careta do rosto na hora de comer chocolate.

Mas bicho, uma coisa seria certa, ia me sentir tãosei lá, (socando a cela do cavalo Alípio)! que na hora de tomar mel ia acabar me atrapalhando todo e, em vez do néctar, ia comer a abelha.

Que viagem! Deixa queto.
Prefiro cultivar o que sempre cultivei aqui na roça. Carinho inocente. Amor desinteressado.


Que viagem, mesmo! Então, vamos deixar de conversa mole e cantar, que é melhor...

Solta o playback: “Nos dias quentes de verão, a gente vai ao rio nadar. E nada, nada, nada...”

Um comentário:

Anônimo disse...

Uma boa reflexão, mas na prática a teoria é outra